O ótimo
diretor francês Claude Chabrol demonstrou não estar em seus dias mais
inspirados quando realizou este filme. ‘A Teia de Chocolate’ falha em tentar
recriar a atmosfera de ‘Mulheres Diabólicas’(1995) ao apresentar uma
protagonista sociopata. Aqui, ele nos presenteia com um filme parado, utilizando
um roteiro batido e atuações robotizadas (com exceção da espetacular
Isabelle Huppert).
A trama se desenvolve quando a personagem de Anna Mouglalis descobre que pode ser filha de um famoso pianista. A partir dessa
possibilidade, a história se desenvolve. Ou tenta. O que se segue é uma
infinidade de diálogos vazios que não vão para lugar algum. O filme,
relativamente curto, de 101 minutos de duração, somente consegue ficar
interessante nos 5 minutos finais, quando a trama para de se repetir e conclui
a ideia mal executada.
 As tentativas
de alívio cômico são todas mal sucedidas. O clima de paranoia que o diretor
pretendia criar simplesmente não existe. Entretanto, o grande ponto negativo do
filme é seu clima novelesco que preza por “ludibriar” o espectador,
apresentando resoluções simples para temas complexos.
Infelizmente,
‘A Teia de Chocolate’ é uma grande decepção. A mistura entre Claude Chabrol e
Isabelle Huppert costuma render filmes mágicos. Porém, o que temos aqui é um
verdadeiro desastre. O filme vale a pena para quem gosta de ver a competente
Huppert em tela. Mesmo em filmes fracos (como este), ela consegue se diferenciar
do restante. Seu monólogo final acaba valendo o sofrimento do espectador no
restante do filme.
Nota CI: 5,6 Nota IMDB: 6,7
Filmografia:
TEIA de
Chocolate, A. Direção: Claude Chabrol. 2000. 101 min. Título Original: Merci
pour le chocolat.