Tendo atuado em mais de 60 produções ao longo de sua carreira, a atriz francesa Juliette Binoche, que começou sua jornada nos cinemas no início dos anos 1980, notabiliza-se por seu estilo visceral de interpretação, sempre trazendo substância aos seus personagens. Neste Top10, abordaremos dez filmes essenciais para compreender a belíssima filmografia da francesa. Incluiremos abaixo filmes que não se limitam unicamente ao drama, apontando também suas atuações bem-sucedidas no gênero da comédia e suspense. Vamos à lista!

 

10º – Acima das Nuvens (Olivier Assayas, 2014)

O filme se concentra na vida de uma atriz experiente que deve lidar com momentos de instabilidade emocional após deparar-se com a inexorabilidade da passagem do tempo. Nutrindo um roteiro sagaz e atuações concisas, ‘Acima das Nuvens’ é um filme interessante sobre a chegada da idade e apresenta uma noção efêmera de juventude. Leia Nossa Crítica do Filme!

 

9º – Cópia Fiel (Abbas Kiarostami, 2010)

Um escritor inglês de meia-idade, em passagem pela Itália, conhece uma mulher que o levará para conhecer os lugares interessantes do local, revelando, no decorrer da trama, muito mais sobre a personalidade de ambos do que eles gostariam. O filme segue um ritmo cadenciado, que proporciona ao espectador um verdadeiro estudo sobre as personalidades de dois indivíduos.

 

8º – Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada (Peter Hedges, 2007)

A trama segue alguns nuances da vida de um homem que descobre que a mulher por quem se apaixonara era, na verdade, namorada de seu irmão. Comédia leve sobre as imprevisibilidades do amor, ‘Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada’ é um ótimo filme que não se leva a sério em nenhum momento, contendo ainda ótimos atores que melhoram a absorção das cenas cômicas.

 

7º – O Encontro (André Téchiné, 1985)

O filme se concentra na vida sexual de três personagens, destrinchando suas incongruências e dores por seus atos erráticos sobre o mundo. É interessante, neste filme, encontrar uma jovem Juliette Binoche, ainda muito distante das qualidades de atuação que demonstraria poucos anos mais tarde, mas que já apresentava algumas das qualidades que a consagrariam.

 

6º – A Insustentável Leveza do Ser (Philip Kaufman, 1988)

Em meio a um cenário social exacerbado, em 1968, um médico, com uma vida sexual bastante ativa, acaba se envolvendo em um triângulo amoroso, tendo que escolher entre seu modelo de vida atual e a vida exposta ao conceito de monogamia. Aqui, Juliette Binoche entrega uma atuação positiva, evidenciando toda a aura de ingenuidade que rege a sua personagem.

 

5º – Perdas e Danos (Louis Malle, 1992)

Após apaixonar-se por uma mulher mais jovem, um homem de meia-idade, casado, acaba tendo sua vida completamente transformada por um simples detalhe: a jovem por quem se apaixonara é noiva de seu filho. Dirigido por Louis Malle, ‘Perdas e Danos’ é um bom filme que possui seu ponto alto nas atuações fantásticas de Jeremy Irons e Juliette Binoche.

 

4º – Código Desconhecido (Michael Haneke, 2000)

Seguindo um emaranhado de histórias diversas, conectadas unicamente por uma cena específica, ‘Código Desconhecido’ é um filme sobre o simples cotidiano de personagens distintos em conflito com suas próprias essências. Filme escondido na filmografia do diretor Michael Haneke, mas que, sem dúvidas, merece uma atenção mais cuidadosa.

 

3º – O Paciente Inglês (Anthony Minghella, 1996)

Utilizando-se de lapsos temporais para reger a sua dinâmica, o filme contará a história de uma enfermeira, em plena 2ª Guerra Mundial, que é incumbida de cuidar de um paciente com queimaduras graves. ‘O Paciente Inglês’ se aproveita bastante da figura do passado para dar substância à sua história, sempre se pautando nos desnivelamentos inesperados da vida humana.

 

2º – Caché (Michael Haneke, 2005)

Após ser ameaçado por uma série de fitas de vídeo anônimas deixadas em sua porta, mostrando uma espionagem de seu dia-a-dia, um casal vê sua vida social e privada entrar em um processo degenerativo inexorável. Seu diretor, Michael Haneke, se utiliza bastante de elementos do passado dos personagens, evidenciando como algumas estruturas de nossas vidas simplesmente não podem ser esquecidas.

 

1º – A Liberdade é Azul (Krzysztof Kieslowski, 1993)

Após perder seu marido e filha em um acidente de automóvel, no qual também se machucara, uma mulher luta para refazer sua vida, tendo que enfrentar antigos fantasmas e novas experiências. Obra-prima de Krzysztof Kieslowski, ‘A Liberdade é Azul’ é um dos filmes que mais bem retrata a figura do luto no ser humano. Leia Nossa Crítica do Filme!