Principal expoente da ‘Nouvelle vague’ ao lado de Jean-Luc GodardFrançois Truffaut adentra ao campo dos maiores cineastas da história do cinema francês. Dono de uma filmografia bastante extensa (mesmo tendo morrido com apenas 52 anos), Truffaut notabilizou-se por seus filmes sempre dinâmicos, explorando, de forma leve e cômica, os nuances do ser humano e seus comportamentos erráticos no mundo. Este ‘Top10’, traz dez filmes imprescindíveis para entender a síntese do cinema de Truffaut, servindo também como porta de entrada para as pessoas que ainda não conhecem esse grande nome da sétima arte.

 

10º – A Mulher do Lado (François Truffaut, 1981)

Um homem se vê envolto em um emaranhado de incongruências quando uma mulher com quem tivera um relacionamento intenso no passado se muda para a casa ao lado. Entregando uma atmosfera mais tradicional, sem ousar muito em nenhum momento, François Truffaut consegue obter êxito em sua proposta, nos apresentando um filme sobre a inexorabilidade que alguns fatores de nosso passado possuem no modo de ser do ser humano. Leia Nossa Crítica do Filme!

 

9º – Uma Jovem Tão Bela Como Eu (François Truffaut, 1972)

Contando a história de uma jovem com um comportamento completamente errático em relação ao seu meio social, ‘Uma Jovem Tão Bela Como Eu’ apresenta uma visão mais primitiva de ser humano, expondo este como uma esfera inconsequente e imensurável do mundo. Aqui, veremos Truffaut reger seus elementos mais tradicionais, lidando com lapsos temporais, a visão de personagens sem voz ativa na trama e a possibilidade de esmiuçarmos seres erráticos do aparato social.

 

8º – As Duas Inglesas e o Amor (François Truffaut, 1971)

Após conhecer uma jovem inglesa e ser convidado para passar um tempo em sua casa, um homem se vê inserido num triângulo amoroso quando ele é apresentado à irmã da jovem. Leve e dinâmico, ‘As Duas Inglesas e o Amor’ é uma viagem pelas vidas de três personagens, expondo os fragmentos mais substanciais de suas caminhadas pelo mundo. Leia Nossa Crítica do Filme!

 

7º – Jules e Jim – Uma Mulher Para Dois (François Truffaut, 1971)

O filme apresenta em sua trama os desnivelamentos de um triângulo amoroso envolvendo três jovens, dois homens e uma mulher, e as consequências disso em seu meio social. Obra-prima de Truffaut e um dos melhores trabalhos de sua carreira.

 

6º – Fahrenheit 451 (François Truffaut, 1966)

Baseado no romance de Ray Bradbury, o filme traz um futuro distópico, onde as pessoas são impedidas de ler livros, tendo estes como objetos subversivos. ‘Fahrenheit 451’ ganhará sua dinamicidade quando alguns desses cidadãos do lugar começam a questionar essa regra, rompendo com suas construções morais pautadas e enraizadas durante suas vidas.

 

5º – O Último Metrô (François Truffaut, 1980)

Na França ocupada pelos nazistas, em plena 2ª Guerra Mundial, uma atriz tem que esconder seu marido judeu nos calabouços de seu teatro, ainda tendo, em meio a tudo isso, que conduzir uma nova peça. Investigando as exacerbações sociais da época, ‘O Último Metrô’ é um estudo sobre como o ser humano pode ter sua construção psíquica alterada em virtude de situações danosas. Leia Nossa Crítica do Filme!

 

4º – A Noite Americana (François Truffaut, 1973)

Seguindo a luta de um diretor para completar seu filme, ‘A Noite Americana’ esmiúça vários dos processos e problemas contidos na realização de uma obra, sempre contando com o humor contido no desnivelamento de cada cena.

 

3º – Domicílio Conjugal (François Truffaut, 1970)

Em mais um capítulo da jornada de Antoine Doinel nos cinemas, ‘Domicílio Conjugal’ entrega uma trama mais descompromissada, aderindo completamente ao gênero da comédia, expondo o comportamento exacerbado do personagem em meio ao seu convívio com diferentes mulheres. Não é o melhor filme da trajetória do personagem, mas, sem dúvidas, é o mais engraçado.

 

2º – Os Incompreendidos (François Truffaut, 1959)

Agora, sim, o melhor filme sobre Antoine Doinel nos cinemas. Em seu primeiro filme, Truffaut nos traz a juventude, a transição da infância para a adolescência, de um garoto em meio a uma sociedade bastante movimentada. Os dilemas, prazeres e incongruências da juventude são destrinchados pelo filme, sempre aderindo por um estilo mais visceral para contar sua história.

 

1º – O Homem Que Amava as Mulheres (François Truffaut, 1977)

Investigando diversos fragmentos diferentes da vida de um homem que nutre uma obsessão inexorável pelas mulheres, o filme procura, nutrindo uma atmosfera tranquila e dinâmica, expor as incoerências intrínsecas ao ser humano. O maior acerto do filme é saber tatear entre passado e presente de forma irretocável, além de conseguir expor de forma clara e objetiva toda a construção moral, ética e psicológica do personagem central. Verdadeira obra-prima de François Truffaut.