Abordaremos, neste Top10, a carreira do maior diretor japonês da história do cinema. Dono de uma filmografia extensa, Akira Kurosawa notabilizou-se por seu inegável talento na concepção de seus filmes, apresentando ao espectador diversas obras-primas. Os filmes listados abaixo pretendem dar um panorama geral sobre as obras essenciais do japonês, sempre lembrando que sua filmografia possui mais de 30 trabalhos à frente da direção. Ou seja, deixaremos de fora diversos bons filmes que, sem dúvidas, valem muito a pena serem assistidos. A lista possui caráter introdutório, evidenciando seus principais filmes. Vamos à lista!

 

10º – Kagemusha – A Sombra de um Samurai (Akira Kurosawa, 1980)

Um simplório ladrão, sósia de um poderoso líder de um clã, é descoberto pelo aparato defensivo do lugar, trocando sua condenação à morte por um trabalho como segundo homem do líder. Após esse líder morrer, cabe ao ladrão, por um jogo de interesses, substituir o homem, a fim do clã não demonstrar fraqueza aos seus rivais. Épico com, exatamente, três horas de duração, ‘Kagemusha – A Sombra de Um Samurai’ é uma obra-prima irretocável do cinema de Akira Kurosawa.

 

9º – A Fortaleza Escondida (Akira Kurosawa, 1958)

Dois indivíduos gananciosos escoltam um homem e uma mulher através de linhas inimigas, por mera cobiça, sem darem-se conta que os dois pertenciam ao alto nível social da época. Utilizando uma ação intermitente, o filme vai amparar-se bastante, também, no uso de cenas mais cômicas para dar leveza à trama.

 

8º – O Anjo Embriagado (Akira Kurosawa, 1948)

Trabalhando sob a relação de um médico irascível e um jovem inconsequente com tuberculose, ‘O Anjo Embriagado’ evidencia como o aparato psíquico humano, às vezes, precisa de uma instância alheia, muitas vezes improvável, para promover mudanças em uma estrutura errática. Alocado no começo da carreira de Akira Kurosawa, este filme exemplifica da melhor forma alguns dos elementos que o japonês viria a utilizar no decorrer de sua filmografia.

 

7º – Dodeskaden – O Caminho da Vida (Akira Kurosawa, 1970)

Temos aqui um filme sobre a vida em todos os seus âmbitos. São 140 minutos destrinchando diversos personagens inseridos em uma realidade social ingrata, muitas vezes impossível de se viver, mostrando suas formas de conduzir seus cotidianos e hábitos. Sem dúvidas, o filme mais tocante da filmografia do Kurosawa.

 

6º – Ran (Akira Kurosawa, 1985)

No Japão medieval, após um tirano se aposentar e deixar o reinado para seus três filhos, veremos como a figura do poder corrompe a essência do indivíduo, fazendo estes se virarem contra a própria família. Magistralmente conduzido por Akira Kurosawa, ‘Ran’ utiliza de suas quase três horas de duração para absorver o espectador para a trama, trabalhando com construções de cenas impecáveis.

 

5º – Rashomon (Akira Kurosawa, 1950)

A resolução da investigação do assassinato de um samurai paira sob as sombras. Cabe às testemunhas e acusados contarem os desnivelamentos da fatídica tarde do assassinato. Curto e dinâmico, ‘Rashomon’ utiliza de lapsos temporais e um jogo de enganações que colocarão o espectador para julgar quem são os responsáveis e vítimas presentes na trama.

 

4º – Yojimbo – O Guarda-Costas (Akira Kurosawa, 1961)

Um samurai chega num pequeno vilarejo em meio ao conflito entre duas gangues diferentes. Após mostrar suas habilidades para as duas frentes, o samurai decide, sem que os membros das gangues saibam, aceitar dinheiro de ambas, defendendo seus próprios interesses. Em ‘Yojimbo’, Akira Kurosawa nos apresenta uma trama mais cadenciada, mostrando os desnivelamentos da trama de forma dosada, sabendo exatamente onde cada personagem deve chegar. O filme ainda nos propicia uma atuação soberba de Toshirô Mifune à frente do protagonista.

 

3º – Viver (Akira Kurosawa, 1952)

Após descobrir que sua vida está condenada devido a um problema de saúde, um homem de meia-idade, envolto em uma rotina insossa, decide repensar todas as suas construções morais e éticas de sua trajetória, optando por aproveitar seus últimos momentos da forma mais intensa possível. Fragmentado em duas histórias, uma antes e outra depois da morte do homem, ‘Viver’ trabalha sob a conceituação de vida para uma sociedade superficial e danosa.

 

2º – O Barba Ruiva (Akira Kurosawa, 1965)

Um médico pouco aprazível tem a missão de treinar um jovem interno. Concentrado nas relações sociais presentes naquele local, ‘O Barba Ruiva’ faz um contraponto entre o sofrimento que determinadas patologias causam ao ser humano e o conflito de egos emanados dos médicos. Obra-prima de Akira Kurosawa.

 

1º – Os Sete Samurais (Akira Kurosawa, 1954)

Após serem constantemente atacados por ladrões aleatórios, integrantes de um pobre vilarejo decidem reunir suas economias para contratar um grupo de samurais para defender o local. Dinâmico em todas as suas trajetórias, ‘Os Sete Samurais’ utiliza os seus efêmeros 207 minutos de duração para destrinchar a jornada épica de personagens errantes acerca diversas instâncias do mundo.