Trouxemos, neste Top10, o tema morte na sétima arte para a lista. Listamos filmes que têm como principal foco em suas tramas a figura da morte que age sobre os personagens. Os filmes abaixo, sempre se amparando no gênero do drama, são obras irretocáveis que, inclusive, expõem a questão da morte para evidenciar um poder de superação e adaptação intrínseco ao ser humano. Vamos à lista!

 

10º – O Reencontro (Lawrence Kasdan, 1983)

Alguns amigos se reúnem para um fim de semana juntos, após o enterro de um antigo integrante do grupo que cometeu suicídio. Durante esse fim de semana, esses amigos vão fazer considerações sobre suas vidas atuais, seus passados, anseios, prazeres, dores e, claro, a morte. A morte aqui, exposta pela figura desse amigo que cometeu suicídio, servirá como saída catártica para conflitos antes insolúveis para alguns dos indivíduos ali inseridos. O filme se valerá sempre de uma atmosfera suave para tratar de assuntos difíceis. Confira Nossa Crítica do Filme!

 

9º – Gritos e Sussurros (Ingmar Bergman, 1972)

Quando sua irmã adoece em virtude de um câncer implacável, Karin e Maria são obrigadas a retornar a casa onde construíram suas vidas em um momento passado, tendo que lidar com antigos fantasmas e a exasperação da figura da morte que cada vez mais engendra a família. Diferente do número dez desta lista, a figura da morte aparece aqui como estrutura destrutiva para a família, um fardo inexorável. Esse fardo acaba por juntar na mesma casa indivíduos torturados pelo tempo. Há um descompromisso com tudo ao redor, e o sofrimento da irmã doente, ao invés de trazer dor às irmãs, traz repulsa. Obra-prima de Ingmar Bergman em todas as suas instâncias, ‘Gritos e Sussurros’ é um dos filmes que adentram a vida do espectador como agente transformador. É impossível assistir este filme e continuar o mesmo após o seu término.

 

8º – 21 Gramas (Alejandro González Iñárritu, 2003)

Um trágico acidente trabalha por unir diversos personagens distintos. O acaso aqui atua para trazer sofrimento e dor aos personagens. Cada desnivelamento da trama é cruel com os personagens, lhes imputando encargos pesados demais para serem suportados. A morte aparece aqui em várias instâncias, sempre promovendo uma autoanálise por parte dos indivíduos atingidos direta ou indiretamente.

 

7º – Anticristo (Lars von Trier, 2009)

Após a morte trágica de seu filho pequeno, um casal se refugia em uma cabana na floresta para lidar com o luto e tentar reerguer suas vidas. Perturbador em todos os seus rumos, o filme opta por uma exposição bastante gráfica de instâncias patológicas inseridas no construto psicológico de cada um dos dois.

 

6º – Vitória Amarga (Edmund Goulding, 1939)

Uma jovem da alta sociedade descobre que possui um tumor cerebral incurável. O filme trabalha, durante os seus 104 minutos de duração, sobre como a figura da morte iminente atua como instância transformadora na vida da jovem, fazendo-a repensar atitudes do passado e passar a nutrir uma relação diferente com o mundo.

 

5º – O Sétimo Selo (Ingmar Bergman, 1957)

Em um lugar assolado pela peste negra, um cavaleiro iniciará uma jornada de redescobrimento de sua essência, vislumbrando aspectos sobre religião, vida e sua existência no mundo, enquanto trava uma partida letal de xadrez com a figura da morte. Obra-prima de Ingmar Bergman.

 

4º – Alabama Monroe (Felix van Groeningen, 2012)

Após sua filha pequena ficar doente, um casal passará a direcionar toda suas energias na melhor forma de tornar os dias da menina melhores. Trabalhando com diversos conceitos da vida, ‘Alabama Monroe’ ainda fará um estudo sobre a figura do luto na espécie humana, evidenciando todo o pesar necessário a essa instância inelutável do mundo.

 

3º – Morangos Silvestres (Ingmar Bergman, 1957)

Após reger sua vida por superficialidades e arrogância, um senhor de idade terá que lutar contra o vazio existencial e a iminência da morte que passaram a lhe propiciar pesadelos. ‘Morangos Silvestres’ expõe como a figura da maturidade pode demorar a aparecer no ser humano, trabalhando sobre a inexorabilidade do tempo e fazendo um contraponto niilista com a figura do passado que consome o personagem.

 

2º – Viver (Akira Kurosawa, 1952)

Após descobrir que está com um quadro de câncer terminal, um homem de meia-idade passa a questionar os caminhos insossos que sua vida percorrera e decide viver seus últimos momentos no mundo da forma mais intensa possível. ‘Viver’ se separa em dois fragmentos de filme, trazendo aspectos antes da morte do protagonista e após a sua morte, quebrando com a maneira habitual de se contar uma história no cinema.

 

1º – A Liberdade é Azul (Krzysztof Kieslowski, 1993)

Depois de perder seu marido e filha pequena em um acidente de carro, uma mulher lutará para reerguer sua vida em meio ao inexorável sofrimento que passará a ser parte de sua essência. Obra-prima de Krzysztof Kieslowski, ‘A Liberdade é Azul’ investiga todos os processos de luto que o ser humano passa após uma perda considerável em sua vida. Confira Nossa Crítica do Filme!