Crítica: ‘Star Wars – O Despertar da Força’(2015), de J.J. Abrams

Trazendo de volta elementos clássicos dos filmes da saga das décadas de 1970 e 1980, ‘O Despertar da Força’ nos traz um filme que consegue agregar de maneira competente o passado e o futuro da série. Em seu quinto trabalho no comando da direção de filmes, J.J. Abrams realiza aqui uma grande homenagem aos assíduos fãs que através de décadas cultuam o universo de ‘Star Wars’.

O filme se inicia de maneira arrepiante. Logo nos minutos iniciais temos uma cena fantástica, praticamente idêntica a do clássico ‘O Exterminador do Futuro 2 – O Julgamento Final(1991), quando soldados do lado maléfico da trama(agora intitulado de ‘Primeira Ordem) procuram destrinchar o cérebro da resistência. A história se desenvolve a partir deste conflito.

A introdução de novos protagonistas ocorre de maneira suave e natural. O carisma da dupla(Daisy Ridley e John Boyega) já é notado nas primeiras cenas de cada um. Ainda temos presente na trama de maneira bem discreta o ótimo ator Oscar Isaac, interpretando um dos grandes nomes da resistência. Acredito que sua participação nas sequências irão gradualmente ganhar importância. Já os personagens clássicos da série vão sendo apresentados ao seu tempo, sem se precipitar em explorar seus rostos conhecidos. Carrie Fisher e Mark Hamill acabam tendo papéis de menor relevância no filme, ficando a encargo de Harrison Ford comandar o arco principal. Talvez a maior ressalva seja para Adam Driver, que, interpretando o maior vilão do filme, não consegue causar o temor que o personagem necessita.

A grande vitória do filme se consolida em seus aspectos técnicos. Diferente de todos os seus seis filmes antecessores, temos efeitos visuais realmente bonitos e, pela primeira vez, verossímeis. John Williams é o responsável pela trilha sonora que, apesar de sentimental demais em alguns trechos, consegue seguir a trama sem atropelá-la. A direção de J. J. Abrams, que tem uma vida profissional dedicada às ficções científicas, é o diferencial do filme.

A partir da metade final da trama, o filme acaba patinando em estender cenas desnecessárias e apelar para um sentimentalismo barato para tentar emocionar seu espectador mais frágil. Fato este que não é o suficiente para retirar o brilho do filme, que logo recupera seu bom andamento.

‘Star Wars Episódio VII – O Despertar da Força’ aproveita da ausência de George Lucas na produção do filme para criar algo positivo para a série, quase apagando o desastre dos três primeiros capítulos. Apesar de cair em alguns clichês característicos do gênero, J. J. Abrams entrega uma obra potente. A absorção de características clássicas da série não controlam o filme e seus novos elementos são acrescentados na medida certa.

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