Top10: Dez Filmes Que Mostram Personagens Sucumbindo à Loucura

Loucura se define como a quebra do indivíduo com a realidade, causando alterações mentais e deixando de se comportar de uma forma socialmente aceita, vindo a sofrer e propiciar sofrimento por isso. Neste Top10, listamos dez filmes que mostram personagens em rota de colisão com sua saúde psicológica. Psicopatologia, ganância, vícios, crimes e o isolamento são apenas algumas das motivações da derrocada dos personagens à loucura.

 

10º – Videodrome (David Cronenberg, 1983)

Max Renn, interpretado por James Woods, é um produtor de televisão obcecado em sempre trazer conteúdos polêmicos para exibir em seu canal. Quando Renn descobre um estranho e possível “snuff movie”, todas as bases de sua realidade são deturpadas aos poucos. O filme foca os seus 87 minutos de duração na tentativa de mostrar o processo psicológico degenerativo a que Renn é submetido, não sabendo mais diferenciar o real do imaginário. Um baita filme de David Cronenberg que vale cada segundo. Confira Nossa Crítica do filme!

 

9º – Noite de Estreia (John Cassavetes, 1977)

Myrtle Gordon, uma famosa atriz de teatro, se vê em um emaranhado de autodestruição e loucura após uma fã morrer em um acidente após tentar vê-la. O filme nos mostra como Myrtle vai, aos poucos, perdendo sua conexão com a realidade, deixando seus companheiros de trabalhos desesperados, tentando com todas as forças manter a mulher sob controle. A maneira documental de John Cassavetes captar cada cena ajuda a dar um panorama mais amplo sobre tudo que rege o comportamento errático daquela mulher. Confira Nossa Crítica do filme!

 

8º – O Homem Invisível (James Whale, 1933)

Adaptado do livro de H.G. Wells, ‘O Homem Invisível’ é um estudo sobre o conceito de poder como uma força destrutiva. Veremos um cientista sucumbir à sua ganância por reconhecimento, adentrando num grande circo de bizarrices sem sentido, perdendo completamente seu contato com a sanidade.

 

7º – Shame (Steve McQueen, 2011)

Nutrindo uma grave compulsão por sexo, Brandon tem sua vida privado e profissional comprometidas conforme o tempo avança. No entanto, consegue manter as aparências, escondendo seus hábitos dos demais. A derrocada de Brandon à loucura acontece quando sua irmã, com quem tem uma relação complicada, o visita. A partir desse momento, algo se rompe na cabeça de Brandon. O homem adentra numa rotina cada vez mais destrutiva, perdendo o controle sobre seus atos e sofrendo por não conseguir reverter a situação. ‘Shame’ possui uma direção brilhante de Steve McQueen e uma atuação soberba de Michael Fassbender.

 

6º – O Silêncio do Lago (George Sluizer, 1988)

Quando sua namorada desaparece misteriosamente de um posto de gasolina, Rex começa uma empreitada através dos anos para descobrir o paradeiro da mulher. Em meio a essa busca obsessiva, Rex acaba se isolando de tudo, seu aparato psicológico se deteriora e o homem se vê incapaz de construir novos relacionamentos. O filme não possui um conteúdo gráfico pesado ou, nem ao menos, se insere nos populares suspenses da época, mas consegue assustar por suas resoluções e motivações assustadoras. Confira Nossa Crítica do filme!

 

5º – A Espada da Maldição (Kihachi Okamoto, 1966)

Um samurai psicopata empreende um reinado de loucura sobre qualquer lugar que passe, perdendo, a cada assassinato, o contato com a realidade e sendo assombrado por seus crimes do passado. Veremos aqui como nada fica sob as sombras e todo ato realizada possui uma consequência. E aqui, no clássico de Kihachi Okamoto, isso acaba decretando o declínio do samurai.

Confira Nossa Crítica do filme!

 

4º – A Professora de Piano (Michael Haneke, 2001)

Haneke entrega ao espectador os nuances do conceito de perversão inserido na personagem de Erika, uma professora de piano de sucesso e de uma vida social aparentemente impecável. Bom, isso é o que Erika mantém na superfície. O filme, de mais de 2 horas de duração, explorará cada minuto para mostrar o processo degenerativo ao qual Erika é submetida. Confira Nossa Crítica do filme!

 

3º – Paixões Que Alucinam (Samuel Fuller, 1963)

Johnny Barrett é um jornalista ambicioso que, na busca por um reconhecimento maior, decide armar um plano para ser considerado louco e ser internado em uma clínica psiquiátrica com o intuito de desvendar um assassinato ocorrido no lugar. Aos poucos, Johnny descobre que manter sua sanidade psicológica no local é um pouco mais complicado do que achava. O filme apresenta uma crítica às instituições de saúde mental da época nos Estados Unidos que, ao invés de ajudar o paciente, acabam contribuindo para o seu adoecimento. Confira Nossa Crítica do filme!

 

2º – Através de Um Espelho (Ingmar Bergman, 1961)

Seguimos aqui os passos de Karin, uma jovem recém-saída de uma instituição mental, e sua família. Karin está num enganoso processo de recuperação e seu estado emocional ainda debilitado é ignorado por sua família, principalmente por seu pai, que se mostra fria e distante da jovem. O isolamento do contato social familiar acarreta em uma constante deterioração física e psicológica em Karin, levando a jovem cortejar a loucura.

 

1º – Uma Mulher Sob Influência (John Cassavetes, 1974)

John Cassavetes nos traz a luta perdida de Mabel, uma mulher casada e com dois filhos pequenos, contra sua instabilidade mental. O filme já nos entrega um cenário inicial de uma mulher com severos problemas psicológicos, demonstrando atitudes bizarras com seu marido e filhos. Nada no comportamento de Mabel faz sentido e a limitada ajuda familiar não é o bastante para estabilizar sua decadência emocional. São 155 minutos de filme que sempre fazem o contraponto entre as limitações de Mabel e as consequências disso na vida de seu marido e filhos. Confira Nossa Crítica do filme!

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