Top10: Dez Filmes Sobre a Solidão Que Você Precisa Assistir

Trouxemos, nesta lista, filmes que estudam o conceito de solidão no cinema. Os filmes listados procuram mostrar os nuances de personagens passando por esta fase, seus sofrimentosagonias e, eventuais, momentos de satisfação. É importante salientar que a visão sobre a solidão explorada por esta lista procura adentrar mais em uma visão oriental do tema, compreendendo o conceito como algo natural e essencial para todo ser humano. É claro que o tema está vinculado, em nossa sociedade ocidental tradicional, a sentimentos de vazio existencialculpa e, até mesmo, medo. Os filmes abaixo procuram capturar tanto a visão positiva quanto a negativa sobre a solidão, sempre mostrando as implicações disso nas vidas dos personagens nas tramas.


10º – Asas do Desejo (Wim Wenders, 1987)

Um anjo cansado da solidão de seu trabalho opta por tornar-se mortal e desfrutar dos prazeres mundanos após se apaixonar por uma mulher. ‘Asas do Desejo’ trabalha sobre os conceitos de melancolia e solidão. Aqui a solidão é exposta como uma construção que traz padrões conhecidos, imputando uma essência insossa na rotina daqueles ali inseridos. 

 

 9º – Um Dia de Fúria (Joel Schumacher, 1993)

Um homem desempregado adentra em uma rotina autodestrutiva após ser consumido pelos pesos dos hábitos sociais e suas eventuais injustiças. Em um dos melhores filmes da carreira do diretor Joel Schumacher, nós vamos ser apresentados a um homem destruído, dia após dia, por sua inabilidade em consumar relações sociais concretas. A figura da solidão faz sua presença quando investigamos de uma forma mais esmiuçada a vida do homem pouco antes de iniciar sua jornada destrutiva, enxergando como o afastamento dos outros lhe retirou a possibilidade de vislumbrar algum sinal de melhora de seu estado degenerativo.

 

8º – A Vida dos Outros (Florian H. von Donnersmarck, 2006)

Berlim, 1984. Um agente do serviço secreto local leva sua vida profissional investigando os passos de “pessoas de interesse” através de escutas. Conforme mais investiga os outros, mais o homem acaba subjugando sua própria vida. Logo, a substância de sua jornada se transforma na absorção de fatos de vidas alheias. A solidão aqui é uma figura inexorável e produz efeitos negativos na construção psicológica do homem.

 

7º – Help Me, Eros (Kang-sheng Lee, 2007)

Após perder tudo durante uma crise econômica, um homem se encontra num processo social degenerativo, passando seus dias enclausurados no seu apartamento assistindo televisão e fumando maconha. A solidão aqui, no entanto, não se apresenta necessariamente como um aspecto negativo na vida do ser humano. O filme pondera sobre uma visão optativa da solidãoLeia Nossa Crítica do Filme!

 

6º – Contratei um Matador Profissional (Aki Kaurismäki, 1990)

Diante uma vida de rotinas insossas, um homem de meia-idade decide que sua passagem na terra deveria terminar após ser demitido do lugar por onde passara 15 anos. Falhando em tirar a própria vida, o homem resolve contratar um assassino profissional para fazer o trabalho por ele. O problema surge quando o homem se apaixona e percebe que sua vida ainda poderia lhe render alguma satisfação. ‘Contratei Um Matador Profissional’ é uma ótima comédia, destrinchando todo o aspecto melancólico de alguns lugares e pessoas e entregando o conceito de solidão como uma espécie de câncer que corrói a essência humana aos poucos. Leia Nossa Crítica do Filme!

 

5º – Jeanne Dielman (Chantal Akerman, 1975)

Uma viúva rege seu dia a dia por hábitos idênticos, cuidando de sua casa e ajudando seu filho adolescente em tarefas necessárias. O filme possui mais de três horas de duração, contando sua história de maneira bastante cadenciada, expondo ao espectador toda a substância desesperadora daquela rotina de hábitos guiados pela mulher.

 


4º – Taxi Driver (Martin Scorsese, 1976)

Em meio a uma Nova York decadente, um veterano do Vietnã trabalha a noite como taxista, presenciando o que a cidade tem de pior. O aspecto da solidão possui no filme um efeito para o protagonista adquirir um ódio ainda maior por outras pessoas. ‘Taxi Driver’ não eleva o conceito de solidão como o maior responsável pelos atos do protagonista. Não, aqui a solidão é apenas um adendo a toda a degeneração psicológica que o protagonista passa.

 

3º – A Mocinha da Fábrica de Fósforos (Aki Kaurismäki, 1990)

Uma jovem mulher encontra-se envolta em uma vida que não lhe recompensa de forma alguma. A mulher trabalha em uma fábrica de fósforos, sem perspectivas de melhoras profissionais, sua vida social simplesmente não existe e sua família lhe despreza de todas as formas. ‘A Mocinha da Fábrica de Fósforos’ nos traz a história de uma pessoa arruinada pelo fator social. Aqui a solidão serve mais como uma fonte de conforto a personagem, não provocando nenhum efeito negativo, já que todo estímulo aversivo somente acontece quando exposta a outras pessoas.

 

2º – A Fraternidade é Vermelha (Krzysztof Kieslowski, 1994)

Após atropelar um cachorro, uma jovem modelo acaba por conhecer um senhor de idade que passa seus dias espiando as conversas de seus vizinhos mediante escutas. O filme apresenta ao espectador inúmeros aspectos da essência humana, em sua maioria positivos, que trabalham por consumar o relacionamento entre a jovem e o senhor de idade. A solidão aparece na obra sob dois nuances diferentes, se enquadrando em ambos os personagens e atingindo-os de formas alteradas. Leia Nossa Crítica do Filme!

 

1º – O Cavalo de Turim (Béla Tarr, 2011)

Mediante a derrocada física de seu cavalo, um pai e sua filha se veem envoltos em um declínio inexorável, onde qualquer luta para manter suas insossas vidas ativas se faz limitado. O filme segue a rotina da pequena família enquanto suas vidas esvanecem pouco a pouco. Tudo exposto nesta obra-prima de Bela Tárr procura denunciar os hábitos humanos irrelevantes que desprezam o momento, vivendo sob uma perspectiva niilista de mundo. Solidão é apenas um dos diversos elementos destrinchados pelo filme, trabalhando por mostrar como a vida sem outros seres humanos por perto parece tão antinatural para um indivíduo que está inserido em uma sociedade moderna tradicional como a gente.

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